OFICINA DE ARTESANATO COMO FERRAMENTA DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

14-09-2016

Produzir delicadas peças, utilizando as mãos, a criatividade e a atenção aos pequenos detalhes. Assim tem sido as tardes de quintas e sextas-feiras para 22 senhoras iguaçuenses.

Elas fazem parte do projeto Oficinas de Fios e Tecidos, promovido pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI) em parceria com a Cooperativa de Artesanato da Região Oeste e Sudoeste do Paraná (Coart).

O projeto iniciou em abril e terá duração de oito meses. Busca especializar as participantes na customização de produtos, tendo o reaproveitamento de tecidos como principal matéria-prima. Mas seu propósito é ainda mais admirável. “Além das técnicas manuais como corte, costura, colagem e bordados, trabalhamos autoestima e empoderamento. Quando as convidamos para a oficina, a primeira reação delas foi a de que não seriam capazes, então percebemos que mais do que técnicas, nosso papel é promover o desenvolvimento humano”, explica Gorette Milioli, técnica do PTI responsável pela ação. Assim, dinâmicas de integração, práticas de acolhimento, estímulo à autonomia e rodas de terapia foram inclusas na formação proposta.

A fim de que o aprendizado se torne uma possível geração de renda, elas aprendem ainda noções básicas de empreendedorismo, qualidade, tempo, finanças, cultura e estética.

É o caso da dona Jucelina Cruz Madalena, que deseja tornar o artesanato sua principal ocupação. “Tenho gosto por aprender artesanato, em casa estou sempre praticando. Quero tornar esse passatempo uma fonte de renda”.

Já a participante Marli Ivone Pestes é professora de artesanato há 15 anos e deseja ampliar os conhecimentos, para replicá-los. “Sou professora voluntária em associações e clubes de mães. Assim, o que aprendo aqui, multiplico lá.

Não guardo o conhecimento só para mim, compartilhar é uma forma de agradecer pela oportunidade de aprender”, pontua.

A oficina é organizada em três módulos e ensina técnicas de customização a partir do bordado, patchcolagem e confecção de produtos com feltro. Envolve moradoras dos bairros Porto Belo, Cidade Nova e Vila C. A gestora do Programa PTI Edução e Cultura, Thaisa Praxedes de Oliveira, explica que a parceria a Coart, por meio da ação Ñandeva, resultou em diversas iniciativas que têm o ensino do artesanato e das técnicas manuais como ferramentas para transformação social e econômica. “São cursos de curta e de longa duração para adolescentes e seus familiares, com prioridade para públicos em situação de vulnerabilidade social. Estimula-se a integração, a formação, o empreendedorismo e novas alternativas para geração de renda nas comunidades, missão que está alinhada aos objetivos estratégicos do PTI, de promover o desenvolvimento sustentável do território”, considera.

Fonte: PTI


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